quinta-feira, 7 de maio de 2026
Não, a Estátua da Liberdade não foi um presente idealizado pelo Estado Francês a ser ofertado ao Estado Norte-Americano, mas sim, a ideia e o sonho de um Professor de Direito, Édouard de Laboulaye, diretor do Collège de France, constitucionalista e apaixonado pela história estadunidense. Laboulaye, um republicano e abolicionista fervoroso, tendo já publicado diversos livros sobre a história política dos Estados Unidos, em 1865, inícios da Guerra da Secessão, houve por bem homenagear a jovem e prometedora nação com um monumento semelhante ao antigo Colosso de Rhodes. Para a realização desse sonho contou com a arte de seu dileto amigo, Frédéric Bartholdi, escultor que, de imediato, aceitou embarcar nesse mesmo sonho. O Estado francês, diversamente, do que muito se diz, em nada colaborou com o custeio do projeto, mas sim, os próprios empreendedores e o povo francês, através de doações. Curiosamente, a Estátua da Liberdade é, também, uma torre Eiffel, já que toda a sua engenharia de sustentação foi projetada na forma de uma torre de ferro por ninguém menos do que Gustave Eiffel. Ou seja, Gustave Eiffel içou, com o seu gênio, dois dos mais emblemáticos monumentos do mundo na Era Moderna. Pois bem, uma vez concluída a obra, finalmente o Estado francês compareceu, embarcando-a em um navio da Marinha Francesa rumo à cidade de Nova York. Viagem com partida e, por pouco, sem chegada, pois que o navio quase naufragou em uma tormenta. Uma vez ancorado o navio no porto de Manhattan, o governo norte-americano ainda não havia concluído o pedestal, no que o povo estadunidense se cotizou para a sua finalização, tendo a estátua que esperar um ano para ser montada. Estátua cuja cor original era bronze-marrom, tendo adquirido o verde azulado após décadas de oxidação. Logo, "La Liberté Éclairant le Monde", seu nome original, é menos o fruto da iniciativa de duas nações, do que o sonho de um professor, concretizado pelo engenho de dois artistas, custeado por dois povos que se uniram para celebrar a Liberdade, a República e a Democracia. Essas as verdadeiras traduções do que é o chamado "Sonho Americano". Que esse sonho inquebrantável não adormeça fulminado por outras realidades.
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