sexta-feira, 13 de março de 2026
PARA O ANIVERSÁRIO DE OLINDA E RECIFE (12/03):
Uma homenagem à primeira Governante das Américas: Dona Brites de Albuquerque
Em 1553, 18 anos após a chegada do casal, Duarte Coelho e Brites de Albuquerque à Capitania de Pernambuco, o Donatário retorna a Portugal com seus dois filhos mais velhos. Brites dera à luz, também, um natimorto e uma menina. Em razão dessa viagem,
assumiu, por primeira vez, a regência do governo pernambucano. Com a morte do marido no ano seguinte e sendo os seus filhos ainda menores, em 1554, Brites passa a ser a governante da Capitania, sendo alcunhada de “Capitoa”. Toma para si, portanto, todas as atribuições concernentes a este título pelos próximos seis anos. Durante este período, os seus filhos permaneceram estudando em Portugal. Tendo o mais velho atingido a maioridade em 1560, ambos retornam a Pernambuco para que o primogênito assuma as funções de Capitão Hereditário, o que o fará até o ano de
1572. Neste ano, ele e o seu irmão retornam a Portugal, convocados pela Coroa para que sejam incorporados à armada do rei Dom Sebastião que se alteia sobre o Marrocos. Sendo ambos mortos na Batalha de Alcácer-Quibir em 1578. Dona Brites, que havia ficado como Regente, passa a ser a governante definitiva da Capitania até a sua morte em 1584. Portanto, Dona Brites, não apenas viveu mais tempo em Pernambuco do que o seu consorte, o festejado Duarte Coelho, tendo nessas terras respirado por 50 anos, enquanto Coelho, por apenas 18, como também foi governante da capitania por um mais longo arco temporal. Durante o seu governo, Brites manteve a ordem e a paz na capitania, combatendo, com serenidade, as insurreições indígenas e fazendo alianças com os povos originários, reais donos da terra. Legislou sobre as mais diversas matérias de interesse dos colonos. Foi uma exímia planejadora urbana, construindo e urbanizando o núcleo de Olinda. E mais: preparou Pernambuco para que fosse a mais próspera Capitania do Brasil no século XVII, quando, então, passou a concentrar a maior produção açucareira mundial. Brites, desde que pôs os pés em terras pernambucanas, aos 17 anos, nunca mais retornou a Portugal. Seus restos mortais estão sepultados na cidade que governou e para sempre amou: Olinda. Cidade que, infelizmente, assim como o estado de Pernambuco, a esqueceu.
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