sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Que tal, aproveitarmos para darmos uma passeadinha no Metropolitan Museum of Art?


New York, julho, 2016.







Paul Gauguin

Claude Monet

Degas

Monets à vista!!!!!rs

No primeiro plano, Renoir, no segundo plano, Monet. (E, claro que isso não diz respeito aos planos do amor...rs)


Ai, Monets...

Eu te amo, Van Gogh, e você sabe disso...rs

As paisagens marinhas de Édouard Manet são soberbas!

Gustave Courbet desafiando tudo...

Os nossos Cézannes...

Klimt, vamos ser  felizes para sempre!!!rs

Esse Cézanne apresenta um homem com uma dignidade espantosa...

Suspiros... Renoir.

Overdose de Van Gogh faz o que com a gente?rsrs

Amei esse Matisse misturando "A Dança" com uma natureza morta... E eu admirando e cada vez mais viva...rs

Escultura Medieval

Nesse espaço há cômodos com móveis da nobreza européia do séc. XVIII






A ternura de Monet...

Amo o rococó! Sou chegada a um hedonismo...rs François Boucher!

Toma em teus braços esse bebê de Van Gogh!

Van Goghs...

François Boucher

Cézanne

Arlesiana de Van Gogh. Vivíssima!!!!!

Monet

Cézanne

Cézanne

Escultura medieval

Van Gogh d'aprés Millet. Ele era apaixonado por Millet!

Pinturas medievais

Paul Gauguin

Cézanne

A Ponte Japonesa de Claude Monet





 
Desenho medieval





Braque

Arte medieval

Pierre Auguste-Cot

Gustave Courbet

Renoir

Pissarro

Monets...

Antonio Canova



Seurat

Claude Monet

Van Gogh

Renoir

Monet
Renoir


Pierre Auguste-Cot

Pierre Auguste-Cot

Van Gogh

Van Goghs...

Gustave Courbet

Paul Gauguin

Van Gogh







Édouard Manet



Klimt




Cézanne

Claude Monet




Roof Garden do MET

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

sexta-feira, 29 de julho de 2016


 VAMOS DAR UMA OLHADINHA EM ALGUMAS DAS ESCULTURAS NO THE METROPOLITAN MUSEUM OF ART (MET) DE NOVA YORK? LET'S GO!


Jean Antoine Houdon - Inverno





















Rodin - Grupo de Esculturas




























Antonio Canova -  Perseu com a cabeça de Medusa








segunda-feira, 11 de julho de 2016

                                                         Mitologias do Amor
                                                                              Andrea Campos



Baco e Ariadne


Porque és aquele que me viu
Quando estava desmaiada sobre a praia
E tudo o que havia em mim era uma nudez
Vestida de silêncio e sal.

Porque és aquele que me acorreu,
Resgatando-me do sono.

Porque foste tu que me trouxeste as uvas
E foi de teu suor que destilei o vinho,
E foi da sangria de minha boca
Que mataste a tua sede.
E foi com a minha pele que se aqueceu teu dia.

Assim, cavalgamos os leões da carruagem
Em nosso caminho de pétalas para o sol.


"Baco e Ariadne" de Ticiano




Penélope e Ulisses


Como uma Penélope, teci, ponto a ponto,
o nosso tapete de folhas
e o acendi, flamejante, em teu desejo.

A cada dia, a cada noite, a cada tarde,
mais uma folha eu tecia, lacerada pelo sonho.

Até que vieste, tu, um Ulisses
saído da água e do fogo
e me tomaste em teus braços
amarelos de outono.

Nada, nem ninguém entre nós havia,
nem o espaço e nem o tempo.

E foi num tapete de folhas rubras que,
em silêncio, nos reconhecemos...

Penetrada por teu olhar,
pouco a pouco,
nos desfolhamos tal árvores de carne,
e nos acendemos, inflamados pelo sangue.









Tristan et Isolde


Même si le bruit du désir annonce le silence du sang sur l'épée de fer, 
je serai à la porte de ton coeur.

Même si la nuit d'un destin inconnu
cri qui tu es ma mère, ma soeur,
en donnant la main d'un frère,
je serai à la porte de ton coeur.

Même si je me suis blessé comme un soldat dans la guerre,
et il ne me reste que les larmes de la terre,
je serai à la porte de ton coeur.

Même si la douleur brûle les nuages
et les vagues abandonnent la mer
Je serai à la porte de ton coeur.

Comme un oiseau qui se tait
au-delá de son vol
en plein air
et le suicide
qui nourrit un jardin de fleurs,
à la porte de ton coeur, je serai


Tintoretto



Apollon amoureux de Daphné 


Ce qui carresse tes yeux, 

est la plume du vent avec ses écrits du feu.
En cherchant l'inconnu, j'ai trouvé ton rêve, 

il m'a dit: “je suis venu pour rencontrer l'espoir”.
L'espoir est le rêve à l'envers, 
tu es l'envers du rêve, mon non-désir secret. 

Donc, en ne comprennant rien, 
ce qui restait était la chaleur de la mémoire.

Ainsi le vent s'en fuit avec les odeurs des gestes inféconds.
Pendant que la nuit tombait sur nos corps
et tes seins sont devenus l’arbre du temps,

je t'ai chassé comme un aveugle
éclipsé par la lumière eternelle.




domingo, 15 de maio de 2016

                                        O Mais Profundo é a Pele
                                                                  Andrea Campos



I.


Quando nada mais nos reste a fazer
Que possa evitar essa paixão desesperada,
Leve-me para a praia, dia de chuva
E tire-me para dançar,

Não importa se ao som de Jobim,
Baker, 
Piazzola, 
Deixe as notas penetrarem a insensatez
Do ritmo que deságua do desejo em
Nós dois.

E no teu corpo molhado sentirei
O calor inflamar envolto em gotas,
Serei naufrágio em teus braços.

Beije-me tal como me descobriste,
Por primeira vez,
Menina, arisca e indecente,
Não temas ficar quando a música termine,
Eu não partirei, nunca mais.

Quando nada mais nos reste a fazer
Que possa evitar essa paixão desesperada,
Leve-me para a praia, dia de chuva
E tire-me para dançar.
Não se assuste se não sentir mais areia molhada,
É que de nossos passos emerge
Fumaça de nuvem prateada.




II.

Com as unhas
percorro
milhas sem milhas
de ti sem fim,
faço incisões,
sequestro a tua pele,
sugando teu sangue,
vai latejando a vida,
navalha de ti em mim.



III.

Brisa e fúria,
o nácar explode
de teu gesto
adestrado,
treme o dia
e sou eu
que transbordo
de teu olhar
naufragado.



IV.

Não, hoje eu não quero o verso,
só quero o reverso
da chama em teus dedos
compondo a trama
de minha pele
sem medos.



V.

Flechas de fogo disparo,
buscando acender
o teu olhar
e vestida de vento
te conduzo aonde
se borra o batom,
aonde eu sou todo
o teu mar,

Enredada nas emoções
que sonhaste
em tua última viagem,
disparo em teus ouvidos
os sons de meu corpo
em paisagem.

E te convido a fazer-me
concreta, suor, carne e sal,
até que em tempestade
eu me desfaça
e redima o teu deserto
abissal.

Ao desfaleceres, és oásis
onde seivo a minha boca,
e pesco o teu abandono
e sou anjo e sou louca.

Renascido dessa invasão,
liberto de mim,
tua carne se esvai
tênue e trêmula
nos teus passos
enquanto amordaço
a tua alma
que arde e inflama
nos meus braços.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

                                                     
                                                             A Palavra 
           

As palavras nunca, jamais são neutras. Em cada palavra anônima há um laivo nominado em mistério. E o mistério das palavras tem gosto: almiscarado, picante, docemente selvagem. Palavra ácida, biliática, nauseante. Palavra que amarga o tempo. No cheiro da palavra evola suas veias de sangue. Palavra-pulsão, monção de desejo. A palavra sua, ama a minha, e depois do amor desmaia em cansaço, reticências... A palavra acorda, se abre em parágrafos e rege o primeiro raio de sol que penetra em seu dia. A palavra tem fome. Fome de outras palavras. Fome de mastigá-las, sorver os seus pingos, sugá-las na escama. A carne da palavra é a letra. Letra que não sacia e pede acentos. A palavra é a eterna pedinte. Pede porque é faltante, porque é potente em pedir, pede. Pede porque é viva e porque é viva, pede. Toda palavra por dentro é vermelha. Derrapar em suas paredes é cair na vertigem de seu poço, poço onde se inundam seus sentidos. E os sentidos da palavra teimam e queimam sempre mais, mais, mais, mais. A palavra me grita, quando eu só silencio. Salve-se quem puder de uma palavra no cio.


Andrea Campos





quinta-feira, 14 de abril de 2016

                                       Vestidos de Noiva – Branco é a cor mais pura?



Às vésperas do mês de maio, o mês das noivas, lembremo-nos que o costume de se casar de branco é um costume recente (não que, episodicamente, possam ter acontecido casamentos com a noiva usando branco, mas não era a regra). Quem lançou essa "moda" foi a Rainha Vitória já no século XIX, ao se casar de branco com o príncipe Alberto.

Quanto maior a pigmentação, maior era o sinal de status da família da noiva. Os vestidos de cor vermelha revelavam as castas mais altas, pois a tinta vermelha, rara e disputadíssima (cuja uma das fontes de extração foi o nosso pau-brasil), era a pigmentação mais nobre e cara (vide os mantos de reis e rainhas e do alto clero da Igreja, ainda hoje e o traje do noivo da rainha Vitória que não abriu mão da cor vermelha). Ou seja, vestido de noiva branquinho, era vestido de noiva de pobrezinho rs. A rainha Vitória com o seu vestido branco quebrou essa concepção e criou uma nova tradição... Mas, a maior inovação da Rainha Vitória junto ao seu vestido branco foi o casamento por amor (historicamente raro, ainda mais em se falando em uniões reais). Vitória e Alberto se apaixonaram e ela o escolheu para ser o seu marido. Uma vez viúva, mesmo se casando novamente, a Rainha Vitória nunca mais deixou de se vestir de preto.



Nas telas abaixo, temos duas obras-primas retratando casamentos: uma de Rembrandt (O casal judeu - séc. XVII) com a noiva vestida de vermelho e a outra de Jan Van Eyck (O casal Arnolfini - séc. XV) com a noiva vestida de verde. Mais abaixo, podemos observar a, então, bela Rainha Vitória com o seu vestido de noiva  branco.




O Casal Judeu de Rembrandt


O casal Arnolfini de Jan Van Eyck


Rainha Vitória e Príncipe Alberto

Rainha Vitória


O vestido de noiva original da Rainha Vitória

Fotografia do casal real